Produção Agência Lab 9
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domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
As ferramentas digitais no exercício da profissão
Provocado pela aula inaugural, passei a observar as ferramentas e o complexo conjunto de funcionalidades que garantem registro, construção continuada, expressão e contato. As caixas de emails somam-se a todos os contatos das redes, sendo você gestor de muitas delas, responsável por alimentá-las profissionalmente com o Jornalismo na plenitude que a palavra possa merecer.
De cabo podemos descrever as situações e soluções cotidianas de uma vida de alimentador. Quem sabe, na nova era digital, o Jornalista possa se filiar ao Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação, ser a categoria profissional reconhecida e responsável por levar a boa comida, o alimento saudável e o equilíbrio sustentável a esta web-on-digi-line “coisa” que passamos a ter como horizonte . Usemos nossas conexões para levar a reflexão do que se deve alimentar nosso planeta, não necessitamos estar dispostos a abastecer nosso futuro de mentiras ou estar a mercê de quem menospreza o Jornalismo. Não serviremos para manutenção desta (m.) “coisa”.
Agora, em plena construção do Blog, cabe também refletirmos sobre como se constroem estas ferramentas, quem são seus financiadores e porque soluções simples são distantes anos luz de nossa realidade. A quem serve a estruturação deste mercado que engloba bilhões de seres humanos? A serviço de quem estão os meios, as plataformas? Quem lucra e quem perde?
Respostas para avançar para além da função de alimentador da rede, para aprofundar pelo Jornalismo.
Saudações pelo dia do Jornalista!
Das andanças, acompanhei a proposta da ultima aula, vamos para webtelejornalismo. Nome contemporâneo, heheh. Quero apresentar um trabalho de colegas do Ceará. Vale à pena!
Grandes abraços virtuais.
Muito obrigado pelos acessos.
quarta-feira, 16 de março de 2011
INTERATIVIDADE
A opção brasileira foi por um sistema de TV Digital que garanta qualidade de imagem totalmente regrada para restringir que a ferramenta caminhe para uma interatividade completa. A universalização do diálogo, a interatividade deram lugar ao clamor do mercado ao consumo da qualidade. A estrutura de produção do conteúdo de forma vertical de mão única, onde o editorial é condicionado, direcionado e a serviço do interesse corporativo-privado-monopolista, jamais admitiria a possibilidade de expressão que não a sua própria. Imaginemos o potencial da interatividade transformando em prática comum o controle social sobre os meios e sobre a mídia. Foi esta a garantia dada aos grupos da comunicação convencional e as famílias da comunicação pelo ex ministro Hélio Costa na construção da opção brasileira do padrão de TV DIGITAL. Foi a sobrevivência de um sistema pressionado pelo avanço da comunicação pública e a ação dos grupos internacionais nas telecomunicações que já detém a produção do conteúdo que distribui.
O mesmo dispositivo manteve nas mãos do monopólio a ocupação do espaço eletromagnético, reduzindo a disponibilidade do sistema para circulação de dados. Mesmo o governo, que já tem problemas na comunicação pública desde o ponto de vista das telecomunicações ao da radiodifusão, por conta da opção pela privatização da telefonia da década de 90, hoje sequer nas forças armadas, constitui segurança a soberania nacional, pois até sua comunicação é dependente da utilização da malha privada de capital externo proprietária atual dos meios de distribuição, dás antenas aos satélites.
O exemplo da internet com a garantida a interatividade seria perspectiva transformadora da TV Digital, mas não, não será enquanto agir como age o monopólio da comunicação no Brasil, com sua defesa irresponsável da liberdade de mercado, que os engole e agora força o povo a absorver seu único e exclusivo desejo.
Que se permita a interatividade para que ao menos isso se diga livremente. Dizer que não há direito a comunicação, que os meios públicos sofrem os ataques do interesse privado, único beneficiado com os bilhões da publicidade do estado, principal financiador de sua atuação. Dizer que estes recursos devem estar a serviço da construção da comunicação pública, direito humano fundamental, para financiar os organismos que equiparam as garantias sociais, combatem a miséria e não servem as intenções de avanço do consumo mercantil e cultural.
Democracia é muito mais do que garantir o pleno exercício das relações de mercado, é possibilitar a garantia de direitos fundamentais, desconcentrar a propriedade e possibilitar a apropriação coletiva da produção, do conhecimento, do desenvolvimento.
Interatividade. Sem miséria!
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