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sábado, 25 de junho de 2011

Fotos em movimento

Já que estamos trabalhando fotojornalismo na disciplina, encontrei, no G1, uma variação do gênero. A imagem – no formato gif – lembra uma fotografia. No entanto, não é estática, pois as pessoas que compõem a foto apresentam um leve movimento. Os criadores dessa “nova modalidade” fotográfica são Kevin Burg e Jamie Beck, um casal nova-iorquino. A técnica – que oferece movimentos sutis – foi criada para uma semana de moda.

O primeiro cinemagraph – assim batizada a modalidade – retrata duas modelos louras, fotografadas para uma grife nova-iorquina. A animação, nesse caso, é das franjas da roupa de uma das garotas. A inovação fez sucesso no blog de seus criadores, denominado From me to you. Desde então, o casal não parou de criar novos cinemagraphs. 


CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VISUALIZÁ-LA CORRETAMENTE

Conforme Burg, a ideia – no caso da moda – baseia-se em uma forma de contar a história de como é viver em meio à beleza e o caos.  “Inicialmente pensamos em criar um vídeo, mas com o ritmo da web achamos que seria difícil exigir tempo para assistir a um vídeo online", diz. "Os cinemagraphs agora são a parte principal do nosso negócio”, destaca.

SEGREDO – o processo parte de uma série de fotografias em sequência. Depois, passam por edição no computador, quadro a quadro. As imagens chegam a ter mais de 30 posições, em que apenas pequenos elementos ganham movimento. Em meio a tantas imagens estáticas e em movimento veiculadas na web, o casal conseguiu inovar e conquistar o público. Creio que é similar ao que vimos na última aula, proposto pelo The New York Times. Mentes criativas, hein?



CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VISUALIZÁ-LA CORRETAMENTE

Fonte: G1.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Morte que dá vida - última parte

Boa noite, colegas!

Hoje de meio-dia nosso grupo se reuniu no restaurante Centenário, em Santa Cruz, para gravar a última parte do teleweb opinativo, sobre “A morte que dá vida”.

Depois das aventuras e do pavor no frigorífico (by Jeniffer e Igor), chegou o momento da tão esperada degustação.

Confiram:


O gênero escolhido pelo grupo foi a crônica. Aguardem! :)

Na foto, a equipe completa: Jaque, Marília, Igor, Danielle e Jeniffer

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bloco sobre Agricultura - Radioweb Agência Lab 9

Boa noite, colegas!

Nosso radioweb é sobre agricultura e seus novos formatos. Será que os produtores rurais da região já pensam em diversificação de culturas? Lembrando que a baixa do tabaco – carro-chefe das discussões que envolvem o agronegócio – é um assunto que afeta o mercado regional. O assunto é, com frequência, tema principal de discussões que atingem os municípios do Vale do Rio Pardo e cidades próximas. Ouçam um dos blocos da Radioweb Agência Lab 9:



Integrantes do grupo: Igor Müller, Jaqueline Gomes, Jeniffer Gularte e Marília Gehrke.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jornalista lança livro sobre Twitter

A paixão pelo microblog fez com que a jornalista Rosana Herrmann – uma das figuras mais populares do Twitter – se dedicasse a escrever um livro que aborda a rede social. O lançamento da obra, intitulada Um passarinho me contou, ocorre hoje à noite. Esse é o décimo livro de Rosana. A sessão de autógrafos será realizada na livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, em São Paulo.

“A noção mais forte que as pessoas deveriam ter do Twitter é o quanto ele é público e do alcance que a mensagem publicada pode ter, para o bem ou para o mal. É diferente do blog, do serviço de mensagem instantânea. Por meio desse livro, a pessoa vai ter a visão geral do que é esse fenômeno”, afirma Rosana.

Diariamente, a jornalista é procurada no Twitter para o esclarecimento de dúvidas sobre a rede social. Um dos selos mais utilizados no microblog, #NOT indica ironia. Conforme a jornalista, a expressão vem do inglês e é um hábito americano muito comum em séries e filmes. Tamanha é sua popularidade no Twitter que Rosana foi apelidada de “síndica”.

Ao melhor estilo 140 caracteres, a Revista Veja online desafiou Rosana a conceder uma entrevista com respostas limitadas. No livro que lança esta noite, ela fala sobre o Twitter, histórias e peculiaridades. Se você curte essa rede social, confira uma listagem com expressões muito utilizadas no Twitter.

Com informações do Comunique-se.

terça-feira, 24 de maio de 2011

UOL define manual de conduta

O uso frequente das redes sociais fez com que o portal UOL adotasse um manual de conduta. As diretrizes devem ser seguidas por seus jornalistas. Entre as normas estão a não-manifestação partidária e antecipação de reportagem. Tudo isso para preservar a imagem do veículo de comunicação.

A decisão da UOL não é novidade. A BBC, por exemplo, possui desde 2008 um manual que estabelece o que pode ser publicado. Recentemente, a TV Record aprovou normativas semelhantes, alegando que os funcionários não devem comprometer sua atuação profissional por meio das redes sociais.

Os jornalistas também devem ter cuidado com sua opinião. Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP), as normas calam os profissionais da imprensa. Há pouco mais de um mês, dois funcionários foram demitidos por comentarem a morte do ex-presidente e empresário José Alencar.

E então, colegas? Pensam que um manual de conduta é o mais adequado perante as redes sociais?

Fonte: Portal Imprensa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Inter campeão – cobertura online ZH

Hoje à tardinha, o Inter tornou-se campeão gaúcho pela 40ª vez ao vencer o rival Grêmio nos pênaltis. No tempo normal, o placar foi de 3 x 2 favorável ao Colorado. O resultado dos 90 minutos levou a partida aos pênaltis. Na penalidade máxima, o Inter novamente levou a melhor: 5 x 4. O duelo foi disputado no Estádio Olímpico. Felicidade à parte, destaco a cobertura online da Zero Hora após o clássico Gre-Nal.

Em sua página inicial, o site da Zero Hora apresenta uma gama de menus. Entre eles, galeria de fotos, comemoração dos torcedores, palavra do técnico Falcão, do Renan, de D’Alessandro e até do treinador Renato Gaúcho. A tela inicial de ZH ainda mostra os melhores momentos da conquista colorada e oferece ao internauta, de cara, a possibilidade de assistir aos gols do novo campeão gaúcho.

Os direcionamentos acima mencionados caracterizam o webjornalismo de terceira geração, período que lembra a produção de conteúdo voltada especificamente para a plataforma web. Galeria de fotos, gráficos, vídeos, áudios, comentários e afins remetem às inúmeras possibilidades proporcionadas. No meu ponto de vista, a maior novidade de ZH online foi o tuitômetro do Gre-Nal, uma espécie de infográfico composto por números e hiperlinks.

ZH caprichou na cobertura. Os aspectos funcionais e a necessidade de localização rápida das informações se sobressaíram. Além disso, foram disponibilizadas matérias curtas com menus internos e vários caminhos aos leitores. Aposto que, assim como eu, os demais colorados aprovaram o conteúdo. E então, colegas: como acompanharam o clássico Gre-Nal? E a repercussão da conquista do Inter? Relatem!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Boom da internet 2.0

Na última aula de Jornalismo Online aprendemos sobre as nomenclaturas e funcionalidades das chamadas Web 1.0 e 2.0. O termo “Web 2.0”, atualmente em vigor, diz respeito às páginas da internet que oferecem, sobretudo, interação. O “poder” do usuário é evidente nesse novo modelo. O internauta tem a possibilidade de criar conteúdo na plataforma online, conforme é observado no Twitter e YouTube.

A Folha de São Paulo publicou, ontem, uma especulação sobre o “boom” da internet 2.0. Segundo a matéria, uma nova bolha estaria se instaurando. Isso porque a perspectiva de descobrir um novo lado das redes sociais impulsionaria a corrida de capital de risco por empresas de internet iniciantes. O primeiro boom da Web ocorreu há pouco mais de uma década. 

Nos primeiros quatro meses de 2011, foram mais de US$ 5 bilhões em capital para investimento em empresas novatas. Ainda que pequena se comparada aos anos do boom, a quantia coloca 2011 no caminho para se tornar o ano mais movimentado em termos de investimento inicial desde 2000. O mais recente frenesi traz algumas das características da mania passada: otimismo sobre empresas "conceituais" que ainda não lançaram sites.

O comportamento de rebanho entre os investidores gerou rumores sobre a formação de uma nova bolha da internet, especialmente agora que os analistas estão encontrando valores de US$ 70 bilhões para o Facebook. E aí, colegas? Vocês apostam em um novo boom (dessa vez da internet 2.0)?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

SBT lança novo formato de telejornal

Com dez minutos de duração, o programa criado por Alberto Villas agrega informações publicadas na internet nos últimos instantes, além de reportagens produzidas pelo SBT. O programa piloto é apresentado por Rachel Sheherazade, a âncora paraibana que fez polêmicos comentários sobre o carnaval durante o telejornal "Tambaú Notícias", da TV Tambaú.

O novo formato de telejornal caracteriza a recente mudança no comando do departamento de jornalismo do SBT. Agora sob a chefia de Alberto Villas, a emissora começa a promover as alterações editoriais previstas há duas semanas. Uma delas é a criação de um telejornal "relâmpago", com dez minutos de duração.

Percebe-se que a ascensão da web e do conteúdo disponibilizado nessa plataforma promoveu mudanças inclusive na televisão. O novo modelo de telejornalismo criado pelo SBT de certa forma “imita” o telewebjornalismo, especialmente no que toca o tempo de duração. Com a multimidialidade disponibilizada atualmente, nenhum veículo de comunicação quer perder terreno. O melhor que se sobressaia, então.

Com informações do Portal Imprensa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pesquisa aborda jornalismo nas redes sociais

Desenvolvido por meio de uma parceria entre o Artigo 19 (ONG voltada à defesa do direito à livre expressão) e a Imprensa Editorial, o levantamento, feito a partir da opinião de jornalistas, visa avaliar o uso de redes e de mídias sociais por profissionais ligados ao jornalismo.

As respostas obtidas pela pesquisa, até então, revelam cuidado por parte dos jornalistas antes de se manifestarem na internet. Para 89% dos profissionais que responderam o levantamento, o impacto do post, do tweet ou da mensagem na parede de amigos do Facebook passa por avaliação criteriosa.

Os indicativos mostram que as redes e mídias sociais têm, na avaliação desses jornalistas, peso, alcance e relevância. Além disso, as configurações de privacidade que oferecem não são garantia de alcance limitado ou de não vazarem para esferas alheias à vontade dos profissionais de imprensa.

Colegas, a pesquisa está disponível neste link. Ela reúne 32 questões diretas, passíveis de repostas rápidas, que podem ser anônimas. Segundo o Portal Imprensa, as informações obtidas com o levantamento serão usadas para desenvolver uma plataforma multimídia com dados sobre o peso e a relevância das redes e das mídias sociais digitais no exercício do jornalismo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A nova Terceira Idade - bastidores

Olá, colegas!

“A nova Terceira Idade” foi o tema escolhido pelo meu grupo para o primeiro teleweb da disciplina de Jornalismo Online. Já começamos a fazer as entrevistas. Nossos cases são idosos que não utilizam a idade como empecilho para deixar de lado as atividades que curtem realizar.  O trabalho, assim, começa a tomar forma.

Ontem à tarde, eu e o colega Igor Müller fomos até Candelária falar com a dona Palma Cândido. Por enquanto, podemos adiantar que ela tem 79 anos e adora bandas. :)
 
O grupo que irá abordar a nova Terceira Idade é composto por: Danielle Rubim, Igor Müller, Jaqueline Gomes, Jeniffer Gularte e Marília Gehrke.

Nos bastidores:
 
 

O vídeo abaixo, com apenas 54 segundos, introduz um pouco do que vem por aí.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Evolução da homepage do NY Times

A ocupação do ciberespaço por empresas jornalísticas americanas teve início nos anos 90. O jornal The New York Times instaurou sua versão online em 1996. Conforme texto trabalhado na primeira aula de Jornalismo Online, entre 1993 e 1996, 300 empresas dos Estados Unidos mantinham serviços jornalísticos na web. The New York Times era uma delas. Os 15 anos de trajetória online resultaram em vídeo que retrata a evolução do periódico no ciberespaço.

As imagens em movimento foram divulgadas no início do mês por um estúdio de design espanhol. O vídeo possui pouco mais de dois minutos de duração e mostra a evolução da tela inicial do wejornal do The New York Times. Por meio do vídeo, é possível compreender as mudanças e peculiaridades assumidas na plataforma online. 

São perceptíveis as alterações e evoluções dos elementos nas telas observadas no site. Alguns aspectos surgiram ou evoluíram, como a publicidade, o uso de vídeos e a adesão às mídias sociais. A parte final do vídeo, mencionado no início dessa postagem, exibe os layouts lado a lado para se ter uma ideia da quantidade de informação que cada página tinha em comparação ao que tem agora.

Com informação do Jornalistas da Web.

domingo, 10 de abril de 2011

Facebook para jornalistas

É por meio das redes sociais que as empresas de comunicação estabelecem contato e interação com seus leitores, ouvintes ou telespectadores na internet. Facebook e Twitter são os mais utilizados nesse sentido. O Facebook, por exemplo, criou uma ferramenta especial para que os jornalistas utilizem a rede no intuito de melhorar a comunicação com suas audiências. A ideia é que a página abasteça os profissionais com as melhores práticas para integração dos últimos produtos do Facebook com seu trabalho.

Voltada para profissionais de jornalismo e veículos de comunicação, a página “Jornalistas no Facebook” surge como alternativa à substituição de perfis tradicionais. Ao criar uma página exclusiva, o profissional poderá fazer uso das ferramentas conhecidas, além de recursos pouco convencionais, como análise de audiência, pesquisa entre os leitores, exibição de páginas afiliadas e número ilimitado de conexões entre usuários. Confira neste guia as peculiaridades mencionadas. 

Entre os serviços disponíveis, o Insights do Facebook ajuda o jornalista a conhecer as características de sua audiência e observar como esse público está interagindo com a nova página; a opção “curtir” também funciona: assim que um leitor utiliza o recurso, sobre alguma atualização, ele passará a receber novas postagens desse mesmo jornalista. A ideia de oferecer aplicativos como fotos, eventos e plataforma de vídeos busca reforçar a ideia de rede entre jornalistas. As notificações ou qualquer ação interativa entre o leitor ainda é visualizada na aba superior à esquerda da home.

O projeto de aproximação da rede com os jornalistas vem sendo desenvolvido desde o ano passado. Segundo o Facebook, o índice de visitação nas páginas dos jornalistas que aderiram aos novos usos da rede social aumentou cerca de 300%. O Facebook ainda planeja workshops para ensinar como usar a ferramenta. As aulas devem iniciar em 27 de abril, na sede da companhia, na Califórnia. Diversos sites de notícia e especializados em informações sobre comunicação publicaram a novidade em 7 de abril, dia do jornalista.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Reportagem na web: análise em ZH


Escolhi para análise o especial “Catástrofe no Japão: terremoto, tsunami e acidente nuclear”, veiculado no site da Zero Hora.  A navegação em camadas não segue exatamente o modelo proposto pela pirâmide deitada, que consiste em quatro níveis de exploração. Na tela inicial da web reportagem em questão, é possível visualizar uma gama de opções. O especial “Catástrofe no Japão” oferece ao internauta uma série de células com possíveis abordagens e escolhas. A tela inicial possui um menu tradicional, à esquerda, além de chamadas especiais para vídeos e gráficos que relatam a situação do país oriental.
Ao selecionar, na tela inicial, a chamada intitulada “Os efeitos do tremor em imagens”, o internauta passa a conferir, na tela 2 (T2), um álbum de fotos virtual. A galeria, uma das células disponíveis no especial, contém imagens dos japoneses durante a catástrofe, juntamente com uma legenda explicativa e miniaturas para a visualização de outras fotografias. Também está disponível a opção slideshow, que reproduz todas as imagens da galeria automaticamente. 

Após observar as fotos que retratam a catástrofe no Japão, conforme exemplo mencionado acima, o leitor tem a oportunidade de voltar para a tela inicial do especial. Se quiser observar os vídeos, por exemplo, esses comporão a nova T2 do internauta. Ao lado dos vídeos, que estão dispostos em pequenas caixas, é mantido o menu esquerdo. Da imagem em movimento, o internauta pode percorrer as notícias relacionadas à catástrofe. Dessa forma, tem-se a 3ª tela aberta (T3). Ao abrir uma matéria (T4), o leitor encontrará, ao lado direito da mesma, uma série de notícias que envolvem o tema, caso tiver interesse de obter mais informações.

Conforme falamos na última aula, é difícil fazer webjornalismo. Imagine, então, criar uma reportagem para esse suporte. Como podemos observar, a tela inicial do especial “Catástrofe no Japão: terremoto, tsunami e acidente nuclear” oferece ao leitor, de cara, diversas opções para navegação. São fotos, áudios, vídeos, gráficos, notícias, interação com o internauta e até uma espécie de diário de bordo do repórter de ZH. Embora não siga religiosamente os níveis da pirâmide deitada, as camadas oferecidas nesse sistema são similares às disponibilizadas pela Zero Hora em seu especial. Essa pirâmide funciona, desde que com mecanismos virtuais atualizados e inovadores na medida do possível.

Segundo Pollyana Ferrari (2003), autora do livro “Jornalismo Digital”, os desafios do fazer jornalístico nesse suporte estão relacionados às necessidades de preparar as redações, como um todo, e os jornalistas em particular, para conhecer e lidar com as transformações proporcionadas pela web. Conforme Ferrari, além da necessidade de trabalhar com vários tipos de mídia, é preciso desenvolver uma visão multidisciplinar. A multimidialidade exigida no suporte web apareceu, em grande escala, nesse especial do site ZH.

Com informações do material estudado na última aula de Jornalismo Online (30.03.11).
Referência:
FERRARI, Pollyana. Jornalismo Digital. São Paulo: Contexto, 2003.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Credibilidade no webjornalismo

Conforme levantamento realizado pela CDN – agência de comunicação corporativa -, a internet já é o principal meio de informação para executivos, à frente de jornais impressos. Em sua quarta edição, a Pesquisa CDN de Credibilidade da Mídia 2010/11 foi realizada com 800 executivos de diferentes faixas etárias. Os empresários abordados exercem suas atividades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Essas capitais foram escolhidas a partir dos interesses das agências que integram a CDN.

Na capital federal, 98% dos entrevistados mencionaram a web como principal fonte de informação. Em segundo lugar aparece o jornal impresso, com 96% da preferência. Entre os jovens executivos (com até 28 anos) que atuam em cargos de chefia, 91% disseram utilizar a internet para se manterem informados. Na sequência está a televisão, citada por 90% desse público. Os jornais foram lembrados por 89% dos jovens executivos como principal fonte de informação. No que toca o eixo Rio - São Paulo, 49% dos executivos disseram ler notícias provenientes de webjornais diariamente. Outros 41% leem na web de vez em quando.

A pesquisa ainda abrange a relevância dos veículos impressos para os empresários. O hábito de leitura e assinatura de revistas caiu em relação a 2008 em quase todas as publicações relacionadas a negócios e interesse geral. No que diz respeito ao hábito de leitura, a revista Veja, por exemplo, caiu de 79% para 61% da preferência. Cristina Panella, diretora-geral da CDN Estudos e Pesquisas, atribui o resultado à velocidade da web: “A mídia revista caiu muito caiu no índice de leitura. Exatamente pela rapidez da internet, a competição é desleal, por causa da velocidade da internet", declarou.

Colegas, analisem: a credibilidade das notícias veiculadas no suporte web cresceu nos últimos anos. Essa informação sinaliza que estamos fazendo um bom trabalho no que envolve o jornalismo online. Os jornais impressos também são muito lembrados. Ótimo. Contudo, o suporte revista não tem obtido o mesmo sucesso. Além de ter diminuído o índice de leitura nessa mídia impressa, as assinaturas caíram e ainda caem drasticamente. Nesse sentido, acredito que algumas questões devem ser repensadas. Algumas revistas, por exemplo, não disponibilizam todo seu conteúdo impresso em seu site oficial. Essa é uma das maneiras de manter os leitores do impresso, que possuem como vantagem a exclusividade de leitura de algumas matérias.

Com informações do Portal Imprensa.

terça-feira, 29 de março de 2011

iPad para ler notícias

Tela inicial ZH no tablet
Consagração do tablet: segundo uma pesquisa realizada pelo Reynolds Journalism Institute, ligado à Universidade de Missouri, quase 85% dos proprietários de iPad* afirmam utilizar o aparelho para ler notícias. A informação foi divulgada na última semana pela Agência de Notícias Jornal Floripa. O levantamento aponta que os donos de iPad passam mais tempo lendo matérias do que usuários de outros meios de comunicação. Quase metade desse grupo utiliza mais de uma hora do dia para se manter informado por meio do tablet.

Aos poucos, veículos de comunicação disponibilizam o aplicativo para leitura no iPad. O jornal Zero Hora, por exemplo, lançou no dia 9 de março uma versão atualizada do produto para o tablet. Segundo a definição da própria empresa, ZH no iPad agrega conceitos de uma nova geração de aplicativos, tendo como base sua versão impressa. Do papel provém a facilidade de leitura e o design; da web, além da atualização permanente, o aplicativo explora conteúdo multimídia, com vídeos e áudio, galerias de imagens adicionais e a conexão direta com as redes sociais.

Antes de assinar o serviço, o leitor de ZH pode experimentar a versão do jornal para iPad. Por tempo limitado, o aplicativo pode ser baixado na App Store, a loja da Apple, de forma gratuita. Dessa forma, conteúdos da versão de ZH para o tablet podem ser acessados livremente. No iPad, Zero Hora exibe uma tela inicial (chamada de capa), com menu lateral para facilitar a navegação. Possui inclusa a previsão do tempo. No que toca as notícias, o leitor pode filtrar as informações de acordo com seu interesse. A versão de ZH para o tablet ainda oferece área multimídia, esportes, blogs, edição impressa e biblioteca.

Acredito que uma palavra seja capaz de definir o sucesso e consagração iminente do iPad: mobilidade. Plataformas inovadoras veiculam conteúdo jornalístico para uma gama de leitores cada vez maior e mais diversificada. Além disso, o usuário do tablet encontra uma série de adicionais aos aplicativos midiáticos. Ele pode selecionar, por exemplo, os assuntos desenvolvidos nas notícias de seu interesse. O “fazer jornalístico” muda a cada atualização tecnológica. Qual será a próxima?

*Aplicação do iPad: O tablet da Apple permite a leitura de jornais, revistas e e-books, além de reunir navegação na web, compartilhamento de fotos e a possibilidade de ouvir música e assistir a vídeos em alta definição.

E aí, colegas? O que vocês pensam sobre a disseminação de conteúdo por meio do iPad? 

Com informações da Zero Hora e Jornalistas da Web.

domingo, 27 de março de 2011

Formatos de notícia no Correio do Povo

Tela inicial do webjornal Correio do Povo
Quase tão tradicional quanto sua forma impressa, o webjornal do Correio do Povo ainda não explora algumas de suas possíveis potencialidades. As notícias que compõem o site geralmente são curtas, objetivas, e a maioria das informações não são narradas por meio de hipertexto. Vídeos são quase inexistentes. A multimidialidade, quando aparece, surge com mais frequência na editoria de Esportes. Um exemplo é na notícia intitulada “Rochemback “autoriza” participação de Renato em Mundial de Futevôlei”. Nesse contexto, o site disponibiliza o áudio (veiculado na Rádio Guaíba) relacionado à matéria, complementando-a. Acredito que o webjornal poderia explorar e expandir mais as suas informações, especialmente as que abrangem Porto Alegre, visto que a sede do Correio do Povo está localizada na capital.

No que toca a interatividade, as notícias online do Correio disponibilizam, em uma barra, os itens “imprimir”, “enviar”, “fale com a redação” e a opção de aumentar ou diminuir o tamanho da fonte que é utilizada no site. No fim da matéria o leitor ainda encontra outras opções interativas, como comentar ou corrigir o texto. Notícias relacionadas que podem interessar o internauta também são disponibilizadas em um box. Outra característica do Correio online com vistas para a opinião do leitor é a enquete proposta na tela inicial do site. Em se tratando de hipertextualidade, o webjornal poderia explorar esse aspecto com mais frequência. Em uma notícia online cujo tema era os 239 anos de Porto Alegre, apareceram alguns tópicos importantes por meio de hiperlinks. Os hipertextos levam o leitor a outras notícias correspondentes ao tema, como “Ensino de Porto Alegre revela pioneirismo”.

O webjornal do Correio do Povo não é um site personalizável. Em termos de memória, o acúmulo de informações se dá pela postagem de edições impressas na plataforma web. Nesse sentido, o Correio disponibiliza aos leitores um acervo de material desde o dia 9 de junho de 1997. O leitor pode selecionar a data desejada e buscar o conteúdo pretendido. Outra maneira de resgatar a memória dentro de matérias ocorre por meio de hiperlinks. A instantaneidade e a atualização contínua estão presentes no webjornal. Notícias que exigem continuidade e cujo rumo pode mudar a qualquer momento são complementadas sempre que necessário.  Quanto à instantaneidade, a grade de notícias do Correio é ampla, variada e constantemente recebe novas informações postadas.

Em suma, parece que o webjornal do Correio ainda está preso a determinados aspectos próprios do jornalismo impresso. Sinto falta da postagem de vídeos, sons e galerias de fotos. É provável que esteja faltando um pouco de diálogo entre as mídias dessa empresa de comunicação. As características  das notícias trabalhadas no contexto webjornalismo e postadas nesse blog servem como norteadores específicos para essa plataforma e são básicas para o modelo. As matérias veiculadas nos sites jornalísticos podem ser classificadas como últimas notícias, cobertura cotidiana e especiais.

Sobre espaços e formatos para as notícias de webjornais no Correio do Povo:

1 – Multimidialidade/ convergência: presente
2 – Interatividade: presente
3 – Hipertextualidade: presente
4 – Customização/personalização: ausente
5 – Memória: presente
6 – Instantaneidade/atualização contínua: presente

Fonte: material disponibilizado na aula de Jornalismo Online.
MACHADO, Elias; PALÁCIOS, Marcos (Org.). Modelos de jornalismo digital. Salvador: Edições GJOL; Calandra, 2003.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Análise de site jornalístico: Zero Hora

Embora ofereça uma versão do jornal impresso, o site da Zero Hora possui características do webjornalismo de 3ª geração. Nesse contexto, Luciana Mielniczuk (2003) aponta como principal característica a tentativa de explorar e aplicar as potencialidades oferecidas pela web para fins jornalísticos. Dessa forma, os produtos disponibilizados na plataforma web podem apresentar recursos em multimídia, interatividade, configuração diferenciada etc. 
 
Exemplo de recurso específico no webjornalismo foi disponibilizado pelo site da Zero Hora. A chamada, localizada na tela inicial, convida o leitor para ver e ouvir uma espécie de audioslide. Trata-se de uma narrativa feita pelo repórter e enviado especial Humberto Trezzi. Na medida em que a apresentação de slides toma forma, ele relata, por meio de gravação de voz, a situação dos ataques na Líbia. Considero esse um recurso específico para web. Funciona.

 
Outro atributo do webjornalismo de 3ª geração diz respeito à utilização do hipertexto não somente como recurso organizador, mas também como uma possibilidade na narração jornalística dos fatos (imagem). Recursos de interatividade marcam presença: observe a barra superior presente na notícia (impressão, envio, correção e comentário). A atualização contínua no webjornal (não apenas na seção “últimas notícias”) também corresponde a essa geração.

Liberdade no que toca as amarras do modelo tradicional. Essa é a sugestão de Elias Machado (2003) para o webjornalismo. No livro “O ciberespaço como fonte para os jornalistas”, ele explica as mudanças no processo produtivo do jornalismo para a web, além de características específicas e potencialidades da plataforma. Uma delas é o dinamismo. Creio que esse foi um dos fatores empregados pelo site jornalístico da Zero Hora nos exemplos mencionados.

REFERÊNCIAS
MACHADO, Elias. O ciberespaço como fonte para os jornalistas. Salvador: Calandra, 2003.
MIELNICZUK, Luciana. Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web. In: MACHADO, Elias; PALÁCIOS, Marcos (Org.). Modelos de jornalismo digital. Salvador: Edições GJOL; Calandra, 2003.

domingo, 20 de março de 2011

Agência inédita no Brasil

Colaboradora do WikiLeaks anuncia a iniciativa de caráter investigativo


Modelo brasileiro tem WikiLeaks como inspiração
Natalia Viana, jornalista, divulgou na última terça-feira, 15, a criação da primeira agência de jornalismo investigativo do Brasil: Pública, cujas atividades terão início no próximo mês. A criação, anunciada por Natalia durante a cerimônia de entrega do Troféu Mulher Imprensa, conta, sobretudo, com uma parceria que envolve mais duas jornalistas: Marina Amaral e Tatiana Merlino.

Pública, segundo suas idealizadoras, representa uma ideia nova. A agência foi inspirada em modelos já existentes em outros países. Nesses locais, centros independentes se dedicam a fazer reportagens de “fôlego”, que têm perdido espaço nos veículos de comunicação tradicionais. Natalia Viana é colaboradora do WikiLeaks, site que disponibiliza documentos secretos de relevância ética, política ou histórica.

Um dos objetivos da Pública, segundo suas fundadoras, é atuar em parceria com empresas de comunicação e jornalistas do mundo todo. A propósito, a agência pretende realizar projetos investigativos longos e difundir uma nova forma de jornalismo no Brasil. O WikiLeaks serviu de inspiração para as criadoras da Pública. “Nossa missão é fazer jornalismo de interesse público com o máximo de independência”, comenta Tatiana.

A Pública – agência de reportagem e jornalismo investigativo – promete realizar investigações no prazo exigido por determinado assunto. Além disso, o conteúdo será disponibilizado ao público pela internet. E então, colegas? Será que teremos uma espécie de WikiLeaks brasileiro? Só pra constar: a Pública foi criada por jornalistas mulheres e será desenvolvida pelas mesmas: Natalia, Marina e Tatiana.

Com informações do Portal Imprensa e da Pública.

terça-feira, 15 de março de 2011

Twitter completará 5 anos

Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter ao lado de Biz Stone e Evan Williams, postou sua primeira mensagem em 21 de março de 2006: “só arrumando meu twttr”. O objetivo inicial do serviço era permitir às pessoas que publicassem mensagens de texto curtas para dividir pensamentos e novidades com outras pessoas. De fato, o Twitter inovou. Levou ao mundo virtual uma nova maneira de se comunicar. Devido ao seu dinamismo, a rede de microblogs atraiu cerca de 200 milhões de usuários, entre eles empresas de comunicação e profissionais da área.

Sites, jornais, assessorias, emissoras de rádio e TV, bem como seus respectivos repórteres e demais trabalhadores estão no Twitter. A interação possibilitada pelo serviço de microblogs aproxima o veículo de comunicação do público, que pode acompanhar, inclusive, bastidores da notícia. Um dos Twitters mais badalados do momento (imagem) é o do repórter @giovanigrizotti. No último domingo, uma reportagem feita pelo jornalista foi veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo.

A matéria (vídeo) retratava a indústria de multas no Brasil. Uma das empresas envolvidas na fraude, segundo a reportagem, é a Kopp (que possui uma de suas unidades situada em Vera Cruz). Via Twitter, Giovani Grizotti deixou um recado aos seus seguidores: “Pessoal, estamos preparando mais material para domingo. Aos seguidores de outros estados: sugestões serão bem-vindas”. Ainda em se tratando da página de Grizotti no Twitter, pode-se observar a troca de mensagens entre ele e outros usuários. Alguns parabenizando o repórter por seu trabalho, outros igualmente revoltados com a #mafiadosradares etc.

Twitter: interação entre repórter e usuários





Comunicação breve e sucinta em tempo real é a grande peculiaridade do Twitter. Diariamente são publicadas mais de 140 milhões de mensagens nessa plataforma. Os posts variam, mas apresentam, no máximo, 140 caracteres. Esse limite foi estabelecido por seus criadores no intuito de igualar as mensagens do Twitter aos torpedos SMS.

Com informações da Folha de São Paulo e do Fantástico.