terça-feira, 5 de abril de 2011

Leitores estão criticando textos do The Daily

Com a internet, muito se fala em textos rápidos e curtos para informar o leitor que tem pressa. Pois bem, uma coisa é texto de leitura rápida, outra é texto superficial. E é justamente a superficialidade que estaria incomodando os leitores do jornal The Daily. A informação está publicada no site Jornalistas da Web.

Uma pesquisa realizada com leitores do The Daily - o primeiro jornal pensado e lançado exclusivamente para o iPad - revelou que estes teriam apontado uma superficialidade nos textos do veículo, criado pelo conglomerado de mídia News Corporation.

Lançado no dia 2 de fevereiro, o The Daily tem sido elogiado pela facilidade de manuseio. Entretanto, o estudo conduzido pela knowDigital com proprietários do iPad na faixa de 25 a 45 anos sugere uma falta de atualização constante das noticias, principalmente de grandes acontecimentos, como as recentes tragédias no Japão. A pesquisa pode ser acessada na íntegra aqui.

Reportagem na web: análise em ZH


Escolhi para análise o especial “Catástrofe no Japão: terremoto, tsunami e acidente nuclear”, veiculado no site da Zero Hora.  A navegação em camadas não segue exatamente o modelo proposto pela pirâmide deitada, que consiste em quatro níveis de exploração. Na tela inicial da web reportagem em questão, é possível visualizar uma gama de opções. O especial “Catástrofe no Japão” oferece ao internauta uma série de células com possíveis abordagens e escolhas. A tela inicial possui um menu tradicional, à esquerda, além de chamadas especiais para vídeos e gráficos que relatam a situação do país oriental.
Ao selecionar, na tela inicial, a chamada intitulada “Os efeitos do tremor em imagens”, o internauta passa a conferir, na tela 2 (T2), um álbum de fotos virtual. A galeria, uma das células disponíveis no especial, contém imagens dos japoneses durante a catástrofe, juntamente com uma legenda explicativa e miniaturas para a visualização de outras fotografias. Também está disponível a opção slideshow, que reproduz todas as imagens da galeria automaticamente. 

Após observar as fotos que retratam a catástrofe no Japão, conforme exemplo mencionado acima, o leitor tem a oportunidade de voltar para a tela inicial do especial. Se quiser observar os vídeos, por exemplo, esses comporão a nova T2 do internauta. Ao lado dos vídeos, que estão dispostos em pequenas caixas, é mantido o menu esquerdo. Da imagem em movimento, o internauta pode percorrer as notícias relacionadas à catástrofe. Dessa forma, tem-se a 3ª tela aberta (T3). Ao abrir uma matéria (T4), o leitor encontrará, ao lado direito da mesma, uma série de notícias que envolvem o tema, caso tiver interesse de obter mais informações.

Conforme falamos na última aula, é difícil fazer webjornalismo. Imagine, então, criar uma reportagem para esse suporte. Como podemos observar, a tela inicial do especial “Catástrofe no Japão: terremoto, tsunami e acidente nuclear” oferece ao leitor, de cara, diversas opções para navegação. São fotos, áudios, vídeos, gráficos, notícias, interação com o internauta e até uma espécie de diário de bordo do repórter de ZH. Embora não siga religiosamente os níveis da pirâmide deitada, as camadas oferecidas nesse sistema são similares às disponibilizadas pela Zero Hora em seu especial. Essa pirâmide funciona, desde que com mecanismos virtuais atualizados e inovadores na medida do possível.

Segundo Pollyana Ferrari (2003), autora do livro “Jornalismo Digital”, os desafios do fazer jornalístico nesse suporte estão relacionados às necessidades de preparar as redações, como um todo, e os jornalistas em particular, para conhecer e lidar com as transformações proporcionadas pela web. Conforme Ferrari, além da necessidade de trabalhar com vários tipos de mídia, é preciso desenvolver uma visão multidisciplinar. A multimidialidade exigida no suporte web apareceu, em grande escala, nesse especial do site ZH.

Com informações do material estudado na última aula de Jornalismo Online (30.03.11).
Referência:
FERRARI, Pollyana. Jornalismo Digital. São Paulo: Contexto, 2003.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Credibilidade no webjornalismo

Conforme levantamento realizado pela CDN – agência de comunicação corporativa -, a internet já é o principal meio de informação para executivos, à frente de jornais impressos. Em sua quarta edição, a Pesquisa CDN de Credibilidade da Mídia 2010/11 foi realizada com 800 executivos de diferentes faixas etárias. Os empresários abordados exercem suas atividades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Essas capitais foram escolhidas a partir dos interesses das agências que integram a CDN.

Na capital federal, 98% dos entrevistados mencionaram a web como principal fonte de informação. Em segundo lugar aparece o jornal impresso, com 96% da preferência. Entre os jovens executivos (com até 28 anos) que atuam em cargos de chefia, 91% disseram utilizar a internet para se manterem informados. Na sequência está a televisão, citada por 90% desse público. Os jornais foram lembrados por 89% dos jovens executivos como principal fonte de informação. No que toca o eixo Rio - São Paulo, 49% dos executivos disseram ler notícias provenientes de webjornais diariamente. Outros 41% leem na web de vez em quando.

A pesquisa ainda abrange a relevância dos veículos impressos para os empresários. O hábito de leitura e assinatura de revistas caiu em relação a 2008 em quase todas as publicações relacionadas a negócios e interesse geral. No que diz respeito ao hábito de leitura, a revista Veja, por exemplo, caiu de 79% para 61% da preferência. Cristina Panella, diretora-geral da CDN Estudos e Pesquisas, atribui o resultado à velocidade da web: “A mídia revista caiu muito caiu no índice de leitura. Exatamente pela rapidez da internet, a competição é desleal, por causa da velocidade da internet", declarou.

Colegas, analisem: a credibilidade das notícias veiculadas no suporte web cresceu nos últimos anos. Essa informação sinaliza que estamos fazendo um bom trabalho no que envolve o jornalismo online. Os jornais impressos também são muito lembrados. Ótimo. Contudo, o suporte revista não tem obtido o mesmo sucesso. Além de ter diminuído o índice de leitura nessa mídia impressa, as assinaturas caíram e ainda caem drasticamente. Nesse sentido, acredito que algumas questões devem ser repensadas. Algumas revistas, por exemplo, não disponibilizam todo seu conteúdo impresso em seu site oficial. Essa é uma das maneiras de manter os leitores do impresso, que possuem como vantagem a exclusividade de leitura de algumas matérias.

Com informações do Portal Imprensa.

domingo, 3 de abril de 2011

Brasileiros passam 41h por semana em redes sociais

O número revelado por um estudo feito pela empresa E.life é, no mínimo, inquietante e nos leva a entender a força das redes sociais no Brasil. Segundo o levantamento, os internautas brasileiros dedicam, em média, 41 horas por semana à programas como Twitter, Orkut e Facebook. O índice indica que em 24% das horas de semana os usuários são atraídos pelos aplicativos. Com um número de opções quase infinito na rede, por que será que este segmento detém tanto a atenção de quem navega? A pesquisa explica.

Segundo o levantamento, o principal interesse dos usuários no Twitter é a busca por atualidades e informação. O que há poucos anos atrás era encontrado, principalmente, em grandes portais de notícias (Uol, Terra, G1, Folha Online), agora também é consumido em redes sociais. O novo foco dos internautas apresenta também um novo cenário ao jornalismo. Os já consagrados sites de notícias se deparam hoje com mais um concorrente forte e, ao que parece, permanente. Para nós, estudantes de jornalismo, o desafio de conquistar quem está atrás da tela do computador se torna cada vez mais complexo.

O estudo também revela que, por outra lado, os atraídos pelo Facebook, Orkut e MSN, correm atrás de laços sociais. A pesquisa também revelou que 88,3% das pessoas pesquisam preços na Web antes de comprar algum produto. Já 74,3% completam a compra pela internet.

A pesquisa da E.life foi feita com 945 usuários de redes sociais no Brasil, no período de novembro de 2010 a janeiro de 2011. Os dados foram divulgados principalmente via Facebook e Twitter.

Com informações do site Info Online.

sábado, 2 de abril de 2011

Análise de reportagem multimídia publicada em Zerohora.com


A reportagem "Dunas - Proteção Costeira em Xeque”, publicada em março de 2010 pelo site Zerohora.com, mostra com riqueza de detalhes o uso das ferramentas multimídias. Com mapas que fazem o internauta viajar pelos 615 quilômetros da costa gaúcha, imagens, vídeos, áudios e um resgate histórico da litoral gaúcho, a matéria da jornalista Kamila Almeida ressalta a importância das dunas para o ecossistema do litoral do Estado.

O movimento e as funções da dunas tão visíveis, mas ao mesmo tempo quase ignoradas, é ilustrada de forma didática. Devido a extensão da reportagem, o conteúdo é dividido em 12 partes. De forma pedagógica, é o internauta que escolhe por onde iniciar a leitura. Desde o balanço sedimentar até os efeitos da voracidade do mar são abordados na matéria. Todos os textos estão expostos sobre imagens em movimento que exaltam os detalhes das praias gaúchas.

Além do resgate de imagens que retraram os últimos 50 anos do litoral gaúcho, a matéria também traz um histórico de vídeos, como as imagens da ressaca que atingiu Cidreira em 1999.
O resgate tanto de pesquisa, como de imagens e vídeos, contextualiza o tema abordado pela repórter.

A produção da reportagem envolveu nove profissionais entre repórter, fotógrafo, programadores, editores e locutores. A matéria atingiu uma dimensão tão grande que ganhou uma página especial no site da Zerohora.com. Além da versão multimídia, a reportagem também foi publicada no jornal Zero Hora.

A reportagem "Dunas - Proteção Costeira em Xeque" venceu o Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade na categoria Mídia Regional. O trabalho multimídia superou finalistas que competiram nos três estados do Sul nas categorias TV, jornal, rádio, revista e foto. A reportagem também recebeu destaque internacional, sendo finalista do concurso da Society for News Design (SND).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Estadão no iPad



A última quarta-feira (30/03) foi uma data histórica para o Grupo Estado, pois foi lançada exclusivamente para o iPad, a edição do jornal “O Estado de São Paulo”. De acordo com o diretor-presidente do grupo, Sílvio Genesini, a versão é pioneira no Brasil. O jornal foi o primeiro brasileiro a lançar o aplicativo para o iPad no mesmo dia de lançamento do tablet nos EUA, há quase um ano, no dia 3 de abril de 2010.

A edição diária de “O Estadão de São Paulo” através do Tablet custa US$ 1,99 (média de R$ 3,22) e pode ser baixada somente na App Store. Já os assinantes do serviço digital do Estadão, terão acesso pelo valor da taxa normal dos serviços (R$29,90) sem custo adicional. Existe também os benefícios para assinantes do jornal impresso, pois o leitor tem acesso pelo valor da assinatura e mais R$ 10,00 mensais.
A
disponibilidade de “O Estadão de São Paulo” para tablet já é o terceiro formato totalmente inovado, pois o jornal impresso foi redesenhado no site. A segunda inovação foi o lançamento da rádio Estadão ESPN. O novo formato através do tablet da Apple disponibiliza aos leitores áudios, vídeos e demais recursos fotos, aproveitando as potencialidades do suporte.

Para os usuários de tablet que não são da marca Apple, o iPad, não precisam se desesperar pensando que vão ter que trocar de aparelho. Na verdade, o grupo pretende lançar o Estado tablet para outras plataformas. O objetivo do Estado é também disponibilizar a novidade através de tablets de outras marcas, como por exemplo, os que utilizam o aplicativo Android 3.0.
Confirma a matéria completa acessando o link:

http://economia.estadao.com.br/noticias/not_60826.htm

Fonte: Grupo Estado

Convite: Jornalismo Especializado em discussão

Pessoal, peço licença neste espaço para convidá-los para uma palestra:


Na próxima segunda-feira, dia 4 de abril, minha turma de Jornalismo Especializado contará com a presença do jornalista Leandro Brixius, mestre em Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e editor do Jornal do Comércio. Por meio da experiência que conduz no Jornal do Comércio, de Porto Alegre, Brixius irá mostrar a rotina de um jornal e de um jornalista que trabalha com economia, explicando como se dá a formação desse profissional, a escolha das pautas e edição das notícias e a relação com as fontes. Vale lembrar que a equipe do Jornal do Comércio vem investindo também na plataforma on-line. Quem quiser participar pode se dirigir ao miniauditório do mestrado em Direito, no bloco 53, a partir das 19 horas.


Com informações blog Comunicar.