segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cuidado com postagens no Facebook!


Cinco funcionários foram demitidos ilegalmente de uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova York após criticaram as condições de trabalho deles. A demissão ocorreu porque de acordo com a agência Associated Press, as críticas foram publicadas no Facebook. O quinteto demitido reivindicou os direitos aos reguladores federais de trabalho nos Estados Unidos.

A reclamação publicada na semana passada contra os Hispânicos Unidos de Buffalo afirma que um dos empregados utilizou a rede social para opinar sobre a declaração de um colega. O outro funcionário teria reclamado da falta de atitude de alguns trabalhadores para auxiliar os clientes da organização. Como consequência, alguns empregados defenderam o próprio desempenho e também criticaram a carga horária e questões de carência de colaboradores. Isso provocou a demissão dos cinco trabalhadores pelos comentários considerados como assédio aos empregados.

Alguns dias após o ato, A Junta Nacional de Relações Trabalhistas afirmou que a agremiação Hispânicos Unidos, da cidade de Buffalo, localizada no estado de Nova York, violou a lei federal americana. Esta lei e permite os empregados falarem com seus colegas sobre seus trabalhos e condições laborais. E esta permissão não vem “acompanhada” de represálias.

Diversas investigações relacionadas com o Facebook foram iniciadas pela Junta Nacional desde o ano passado. Durante o período ocorreu a primeira das inúmeras queixas que um escritório oficial apresentou contra uma empresa que despediu um empregado por comentários, também publicados no Facebook. Conforme a porta-voz da Junta Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA, Nancy Cleeland, até o presente momento, ninguém foi a juízo e alguns ainda fizeram acordos.

Uma audiência na presença de um juiz administrativo, em Bufallo foi marcada para o próximo dia 22 sobre este caso. Ainda no último fevereiro, em uma situação semelhante, a Junta Nacional de Relações Trabalhistas avisou aos empregadores para não tentarem impedir o direito dos profissionais discutirem as situações em redes sociais, como o próprio Facebook, Twitter entre outros. Inclusive, O conselheiro geral da Junta, Lafe Salomon, garantiu que seria o mesmo caso se os trabalhadores fizessem comentários deste gênero próximos a um tonel de água da entidade empresarial.

Esse escândalo pode servir como exemplo para muitas pessaos que no Brasil e em outros países postam algo sem ao menos pensar na repercussão que o conteúdo pode gerar em alguma rede social. Afinal, pensar e refletir não faz mal a ninguém.

Fonte: site do Terra

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